domingo, 4 de setembro de 2011

Primavera.


Era primavera, e como todas as primaveras a primeira coisa que vem á nossa cabeça é amor. Tudo desabrocha, mais para mim não era assim, para mim era só mais uma estação entediante. Eu não pensava o porquê de darem tanta importância a isso, até o momento que apareceu você.

Eu estava quieta olhando para o nada, sem fazer nada, sem pedir nada, sem  esperar nada.  E Você apareceu. Eu nunca tinha te visto, ou nunca havia parado para prestar atenção, na realidade eu não me importava com as pessoas á minha volta. 

Sabe, estar sozinha é bom, eu posso pensar no que quero e posso falar o que quero que eu não teria que enfrentar pontos de vista diferentes, eu estava bem do jeito que estava, ninguém se aproximava de meus muros, e eu os erguia mais e mais, logo isso acabou quando do nada você apareceu e fez uma simples pergunta.


- Você está bem?

Juro que naquele momento eu queria lhe dar um soco. Eu havia erguido aqueles muros, e com uma simples pergunta você havia estremecido eles. Quem era você?


- Como?
-  Ah! Desculpe mais eu vi você sozinha e parecia um tanto triste. Estou enganado?
- Você é o que pra falar tão formal assim? Filhinho de papai pelo que parece, olha aqui, você não me conhece e não sei o que deu na sua cabeça de vir falar comigo, mais se não percebeu, eu não quero mesmo continuar essa conversa, por que, bom, eu não te conheço, não gostei do seu jeito de se meter na vida das pessoas e pelo fato de você ser um filhinho de papai, agora sai que você está tampando minha visão do sol, valeu?

Eu não sei o que deu em mim, ninguém nunca havia falado comigo antes, então não sabia como reagir, o pior é que fui eu mesma naquela hora. Pensei que depois de ser eu mesma ele iria sair correndo chorando, pelo jeito ele parecia um filhinho de papai mimadinho, mais ele não fez isso, simplesmente sorriu e disse.

- Até logo, gostei de você. Nos vemos  depois.
Pasma só saiu uma coisa da minha boca.
- Vai se ferra!



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